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Bifurcações e desvios no caminho do desejo

O desejo não caminha em linha reta.
O caminho do desejo têm bifurcações, desvios...

Quando mais se avança no caminho do desejo
Mais se encontra desvios e bifurcações
Que caem em saem em um novo caminho
Muito mais longo e complexo.

J.Nunes 

O que é poesia esotérica

A poesia esotérica imparcialista
É o poeta subindo ao reino de Deus,
Vivendo a guerra e a paz entre homens
Baixando ao inferno;
Descendo, estando entre os homens ou subindo
Ao céu, relata o que vive, sente e vê.

J.Nunes

Vaidades sexuais

A vaidade, a cobiça e o orgulho
Estão na vida sexual, na sociedade do sexo fácil,
Como está na vida material e seus bens de consumo.

Na sociedade do sexo fácil
O indivíduo deseja para si
O melhor sexo, e nesse desejo pelo melhor sexo
Inclui a vaidade do melhor corpo e o melhor desempenho,
O orgulho de ter o melhor corpo e o melhor desempenho,
E a cobiça do melhor corpo e melhor desempenho.

A luxúria tem muito mais cabeças que possamos imaginar.
O sexo pautado no amor cristão e na castidade
Deve ser humilde e segundo os valores dessa virtude.

Vaidade, ira, orgulho e cobiça luxurioso...;
A luxuria com muitas cabeças.

J.Nunes 

A colheita de Deus




Do lado sul  da cidade
Vem um tornado gigantesco.

Do lado norte da cidade
Cai uma chuva de fogo aterrorizador.

Pensei:
O que está feito, está feito.
Não dá mais tempo pra nada.
É a colheita de Deus.

Talvez, para as Potências Celestes,
Não passamos de um formigueiro sem importância
Fugindo da grande catástrofe.

J.Nunes 



Duas Panteras

Duas panteras  negras
Deitadas, calmas, ao pé do umbral.
A velocidade da corrida
Me põe em outro estado de alma
Em outra dimensão.

Na velocidade sobre dois pés,
Na velocidade sobre duas rodas
Quando atinge o máximo de velocidade,
Salto para outro plano.

Os redemoinhos na alma
Giram com toda intensidade
E me coloca em um plano muito mais sútil.

O canto de um grilo, o canto de um pássaro
Também me colocam em outro plano da consciência.
Salto um, dois, três planos, como se saltasse uma escada.

J.Nunes  

Fim da leitura do contexto contemporâneo


A poesia imparcialista foi criada com a intenção
De fazer leitura do contexto contemporâneo
Para situar o homem contemporâneo 
Em um tempo de conflitos entre valores 
E estruturas tradicionais, 
Com a sociedade do prazer e do desejo, 
Que vem impondo suas vontades 
Sem limites e sem parâmetros. 

A literatura que  retratou esse período que marca
O ápice de um contexto histórico,
Que colocou o individualismo, a liberdade exacerbada,
O prazer sexual, os direitos sexuais,
O consumo, o entretenimento,
A exploração e a criação de mercado,
Os direitos das minorias usadas como palanque político;
Todas essas questões nascidas na modernidade,
A partir do individualismo e das liberdades sem parâmetros,
Caiu no fundamentalismo das liberdades e do individualismo,
Que resultou no ódio e no desejo de destruição de tudo
Que impedia, ou que tem opinião contraria a essas condutas.

A tolerância que foi criada e imposta a partir de contratos, 
Teses e discursos nervosos, não pode durar muito tempo.
Um governo desinteressado no palanque das minorias
E mais um contexto masculinizado, 
Pode levar ao conflito direto e a uma reação
Da opinião reprimida e acuada,
Que resultará em um tempo muito mais violento
E menos hipócrita e demagogo.

A poesia imparcialista colocou como marco inicial
A chegada de um presidente negro nos Estados Unidos
E de mulheres presidentes em alguns países.
A saída de Barack Obama do Poder em 2017
E a queda da primeira mulher presidente da República do Brasil em 2016
Marcou o fim do contexto retratado pelo Movimento Literário Imparcialismo.

A poesia imparcialista deixou em 2016,
O  submundo e o inferno de retratar a modernidade,
Para elevar à poesia imparcialista
A espiritualidade do Caminho da Unidade.

J.Nunes    18-01-2017







O anjo azul


No caminho o corvo semi morto.
Entre algumas capelas
A capela de São Francisco
É a que mais me atraiu.

O santo crucificado
Apareceu, prevemente,
Depois apareceu em forma de um anjo azul,
Feito de gesso e inda não acabado.

Me disseram que o santo
Não gostava que o tocassem,,
Perguntei aos presentes:
- O Santo Crucificado, igual ao Cristo,
ainda não morreu com a ira?
Logo compreendi que o anjo, ainda em construção,
Me convidada para a morte do ego.

J.Nunes 

Verdade, dualidade e compreensão




Poesia Imparcialista e o caminho da unidade

Verdade, dualidade e compreensão

O nosso líder espiritual é homem santo;
O deles é servo do diabo.
Nós escutamos a voz de Deus;
Eles ouvem a voz dos demônios.
Em nós baixa o Espírito Santo;
Neles uma legião de demônios.

Nós dançamos na presença de Deus;
Eles dançam com o diabo.
As nossas palavras e o nosso livro
Foi escrito e inspirado por Deus;
O livro deles foi escrito e inspirado por satanás.

A nossa igreja leva a salvação e a verdade;
A igreja deles leva ao inferno e as mentiras.
Nós somos filhos escolhidos por Deus;
Eles também são filhos de Deus
Que se entregaram a satanás.

Nós somos convictos de nossa verdade;
Eles não sabem que vivem na mentira.
Nós estamos cheios de espírito santo, por isso cantamos e dançamos;
Eles estão possuídos pelo diabo.

As nossas visões são dadas por Deus;
As visões deles são dadas pelo mestre das mentiras.
As nossas profecias vêm da voz e das visões que Deus nós dá;
As visões deles vêm do Diabo.

A incompreensão é que faz o mundo das dualidades,
Quem compreendeu não precisa impor suas verdades.
O mundo precisa de pessoas com uma visão
Muito mais ampla sobre a espiritualidade e a religião,
Uma visão que transcende o mundo das dualidades.
A Dualidade é incompreensão e conflito,
A compreensão é o caminho da unidade com os homens e com Deus.  

J.Nunes

15-01-2017  

A Borboleta

A borboleta de cores singelas
E com cabeça de águia
Estendeu suas asas
Sobre dois passarinhos
Mortos no ninho.
Parece que a borboleta
Nasceu da morte do pássaro.

Uma voz me dizia algo
Sobre águia e beija-flor.

Aves e borboletas
Símbolos de vida,
Beleza, morte e transformação.

J.Nunes 

Jonas no ataude

No chão da capela a cruz do Cristo deixada,
Na capela Jesus no ataúde,
Na capela  Jonas no ataúde,
Na capela o Homem no ataúde;
Não me foi revelado o seu nome.

Dois homem velavam os corpos quando cheguei,
A um deles perguntei quem era o homem ainda novo
De barba longa e grisalha.
Me respondeu apenas que se eu deixasse a capela morreria,
E que quando o positivo e o negativo se fundirem eu morreria.
Disse a ele que uma hora eu teria que sair.
Deixei a capela que se evaporou em uma explosão com muitas cores.

Perguntei a um personagem quem eu era,
Ele disse com voz assustadora e terrível,
Que eu fui terrivelmente mal,
Reconheci e tive medo  da verdade.

J.Nunes