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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Essencialismo

Roubei as asas da poesia
Que me levou para as montanhas solitárias,
Para os quartos e salas presunçosas,
As encenações teatrais dos gestos,
E para a vida de velho amargo
Rabugento com o fracasso.

Roubei  as asas da poesia
Com suas asas caminho
Dentro dessa multidão,
Igual criança, vejo fantasmas,
Indiferente com as concepções
Dos homens inteligentes.

Roubei as asas da poesia
E com ela caminho entre os átomos,
E pairo sobre as águas,
Ela é o espirito de Deus.

Ando sem fronteiras e paredes
Caminho de mãos dadas
Com o espirito universal.

Não tenho linha de pensamento
Caminho por aqui, ali e acolá
Como se caminhasse
Entre as paisagens no caminho.

O essencialismo surgirá
Dentro do caos e do baile teórico
Igual a uma criança displicente,
Alegre e de espirito leve.

Obedeço e compreendo a lei
Igual ao menino
Quando a mãe diz:
_Não pode!

Talvez paira sobre essas asas
E esses pés descalços a alma do poeta
Ismael Nery.

Nunes

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