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sábado, 30 de março de 2019

Subjugado

Sou fruto de um descuidado da morte,
Uma obra iniciada pela sorte,
Ou, que é mais provável,
Um desprezo do mundo e do destino,
Que me julgou indefeso  e inútil.

Eu não fui contado na agenda desse tempo,
E displicente como um vulcão adormecido
Que desperta em quanto todos dormem
E cobre a cidade de poeira e luto.


E como um prisioneiro de guerra,
Um escravo bondoso e agradecido
Que acorda no meio da noite,
Leve como o vento envenenado,
Mata os donos da casa.

Mais traiçoeiro que o cavalo de tróia.

Me foi negado as facilidades para a batalha,
Mas algo saiu do controle,
Contei com a lei que rege o caos,
E estou de pé,
Sou o cavalo azarão...
Sou aquele que teve que começar sem Qualquer  possibilidade de vencer.

Tenho mais vontade para a luta
Que a vontade do adversário
Em se apresentar para a batalha comigo,
Eu estou mais forte que o combate
Que a  vida coloca ao meu dispor,
Estou ansioso para a guerra.

J.Nunes

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